RESULTADOS DA PESQUISA SOBRE O TELETRABALHO EXTRAORDINÁRIO: SERVIDORES E MAGISTRADOS RELATAM TEMOR DE CONTÁGIO E EFICIÊNCIA DOS SERVIÇOS JURISDICIONAIS

No período entre 05 e 06 de maio, a ANJUD e as demais entidades de classe dos servidores do TJPR (SINDIJUS, AESP, ASSEC, ASSEJUS, ASSOJEPAR e ATECJUD) realizaram pesquisa sobre a percepção da categoria acerca da pandemia de COVID-19 e do ambiente de trabalho no Tribunal.
Ao todo, foram 1320 respostas de servidores e magistrados ativos. Em apenas dois dias de pesquisa, registrou-se a participação de 14,8% do número total do quadro de servidores, efetivos e comissionados. O nível de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2,5%, para mais ou para menos. A pesquisa apontou que, em relação aos servidores e magistrados do TJPR:
[a] 96,6% ainda não foram vacinados contra o coronavírus:
[b] 96,4% têm medo de serem infectados pelo vírus que causa a COVID-19:
[c] 92,5% têm medo de contrair o coronavírus em local do trabalho presencial:
[d] 88,9% não se sentem seguros em retornar ao trabalho presencial atualmente:
[e] sobre a percepção da pandemia, 95,2% responderam que a pandemia de COVID-19 é preocupante ou muito preocupante;
[f] 78,9% dos entrevistados estão na faixa etária entre 30 e 49 anos de idade (a qual tem sido mais acometida pela COVID-19, em decorrência da ausência de vacinação);
[g] 69,6% se sentirão seguros somente após estarem vacinados;
[h] 96,6% laboram em regime de teletrabalho durante a pandemia;
[i] 79,8% pretendem permanecer no regime de teletrabalho  após a pandemia;
[j] sobre a produtividade no teletrabalho, em comparação com o regime presencial, 79,9% responderam que tem sido “melhor” ou “muito melhor”:
[k] sobre a quantidade de horas trabalhadas por semana, 66% responderam que laboram mais de 35 horas:
Os dados coletados demonstram que a ampla maioria dos servidores e magistrados temem o contágio pelo SARS-COV-2, o que levará ao abalo à saúde psicológica, certamente causando impacto negativo na produtividade e na qualidade laboral, haja vista o temor de contrair o SARS-COV-2 em decorrência de trabalho presencial relatado por 92,5% dos entrevistados, uma vez que 96,6% ainda não foram vacinados.
Portanto, destacam-se também os dados referentes à produtividade no regime de teletrabalho, eis que se verifica jornada semanal média com acréscimo de horas trabalhadas (66% mais de 35 horas) e percepção de produtividade como “melhor” ou “muito melhor” (79,9%).
Dessa forma, os dados coletados reforçam o posicionamento desta entidade de classe acerca da necessidade de prorrogação do regime extraordinário de teletrabalho até a completa vacinação do quadro de servidores, em respeito à vida e à saúde coletiva, cuja manutenção é benéfica ao regular funcionamento do Poder Judiciário.
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